quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Gratidão e Prece!

Minha gratidão a todos aqueles que nos enviaram mensagens e preces por ocasião do Dia do Padre. Que Deus os proteja e guarde por intercessão de S. João Mª Vianney, patrono dos sacerdotes da Igreja! 

Pe. Carlinhos

Índia – Perseguição aos cristãos de Kandhamal pelos hindus é quase inacreditável.

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Por causa de certos acontecimentos dramáticos que aconteceram em determinados lugares, estes acabaram simbolizando movimentos ou capítulos inteiros da história humana. “Gettysburg”, por exemplo, evoca imediatamente a guerra civil americana, assim como a “Praça da Paz Celestial” lembra universalmente a ideia de protesto não violento.
De maneira semelhante, em termos de perseguição contemporânea contra os cristãos “Kandhamal” pode ser a palavra que melhor capta toda esta história.
Kandhamal é um distrito do estado indiano na região leste do país chamado Odisha (anteriormente conhecido como Orissa), onde uma onda de violência se abateu sobre a minoria cristã empobrecida em agosto de 2008. Uma série de motins liderados por radicais hindus deixou cerca de 100 mortos, milhares de feridos, 300 igrejas e 6 mil casas destruídas, além de 50 mil pessoas deslocadas, muitos tendo sido forçadas a se esconder para as florestas próximas onde outras tantas morreram de fome e de acidentes com cobras.
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A violência foi levada a cabo por grupos não adornados com símbolos da militância de direita hindu, grupos que entoavam lemas tais como “Jai Shri Ram!” (Vitória ao deus hindu Ram) e “Jai Bajrang bali!” (tributo a outra divindade hindu). Os agressores lançaram mão de varas, forquilhas, espadas, armas de fogo, querosene, e até mesmo ácido.
O aniversário de sete anos da carnificina acontece no próximo mês.
Dificilmente o caso ocorrido em 2008 foi um incidente isolado. A violência contra os cristãos em Kandhamal continua ainda hoje, ainda que em menor escala.
Há alguns dias, houve relatos não confirmados de que dois cristãos foram mortos a tiros pela polícia local em uma região fronteiriça deste distrito, perto de uma colina onde haviam subido para tentar captar um sinal de telefone celular de forma que pudessem ligar para seus filhos, que se mudaram para um estado sulista em busca de trabalho.
O Rev. Ajaya Kumar Singh, padre que coordena o Fórum Odisha para a Ação Social, disse que esse tipo de violência é comum em um lugar onde as elites sociais são hindus de uma casta superior e onde os cristãos são, em grande parte, de classe baixa dos “intocáveis” e membros de tribos indígenas.
“Há um ódio duplo”, disse Singh. “Porque os cristãos são da casta mais baixa, eles são intocáveis, e por serem cristãos acabam vistos como antinacionais (…); são tratados pior do que os cães”.
Com certeza foi esta a história por detrás dos tumultos de 2008 que abalaram o distrito.
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Tudo começou com o assassinato, em 23 de agosto de 2008, de Swami Saraswati Lakshmanananda, líder local considerado uma figura messiânica por muitos hindus das classes baixas tribais. Ainda que esteja em aberto a verdade sobre o seu assassinato, a culpa foi inicialmente colocada sobre os cristãos, o que parece plausível dado que ele havia prometido explicitamente eliminar a presença cristã na região.
Dom John Barwa, arcebispo da Arquidiocese de Cuttack-Bhubaneswar, onde se localiza o distrito de Kandhamal, disse que, em alguns casos, certos grupos tribais se convenceram a atacar os cristãos com base em mitos deliberadamente postos em circulação por hindus radicais a fim de para atiçar a violência.
Em alguns casos, disse ele, os moradores foram informados de que os cristãos forçá-los-iam a comer carne de gado, prática considerada pecado grave no hinduísmo, dado o status da vaca como um animal sagrado. Dois irmãos que ele conheceu em uma aldeia remota, informou Barwa, lhe falaram que participaram dos atos de violência porque estavam convencidos de que se, não matassem os cristãos, seriam transformados em morcegos.
Quaisquer que sejam as origens da violência, o que aconteceu aos cristãos de Kandhamal é quase inacreditável. Aqui estão seis destas histórias.
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Kanaka Rekha Nayak é uma cristã dalit que assistiu o seu marido Parikhit morrer nas mãos de uma multidão enfurecida, que gritava louvores a deuses hindus. Ela e o marido se converteram ao protestantismo em uma aldeia majoritariamente hindu.
Conterrâneos de Nayak, antigos amigos e vizinhos, queimaram o seu corpo com ácido, cortaram os seus órgãos genitais e, depois, arrancaram fora seu o estômago e intestinos para usá-los pendurados no pescoço como um troféis.
Rajesh Digal, pastor pentecostal foi convidado a se retratar de sua fé. Quando recusou, foi espancado severamente. Perguntaram-lhe novamente se iria renunciar à sua fé cristã; quando disse que não, ficou enterrado em uma cova até o pescoço por dois dias. Quando pediu água, seus algozes urinaram em sua boca.
Ao recebeu mais uma chance para repudiar a sua fé, Digal declinou pela terceira vez. Nesse ponto, foi espancado até a morte com tacos, machados e paus. O seu corpo até hoje não foi encontrado.
Vejamos o caso da Irmã Meena Lalita Barwa, freira da ordem Servita que estava em Kandhamal quando ela e um padre local, o padre Thomas Chellen, foram arrastados para as ruas por agressores frenéticos que gritavam: “Matem os cristãos!”
A Irmã Barwa, sobrinha de Dom Barwa, disse que a sua blusa foi rasgada. Ela foi estuprada por um dos homens na multidão e, em seguida, colocada a caminhar seminua pelas ruas da aldeia, enquanto a multidão continuava a gritar.
A certa altura, os agressores insistiram que Chellen, o sacerdote, também a estuprasse. Ele se recusou e, como resultado, foi severamente espancado. Ambos sobreviveram à provação, e a Irmã Barwa, hoje com 37 anos, está cursando Direito para poder lutar por justiça em nome de outras vítimas de violência religiosa.
Padre Edward Sequeira é um padre que trabalhava na região há 10 anos.
Por volta do meio dia, em 25 de agosto de 2008, uma multidão enfurecida de cerca de 500 pessoas apareceu em sua residência, brandindo machados, pás, enxadas e barras de ferro. Exigiram que ele saísse para fora, gritando frases do tipo: “Matemos Jesus Cristo!”
Sequeira, membro da ordem religiosa Sociedade do Verbo Divino, foi agredido e, em seguida, jogado de volta para dentro de sua casa, a qual foi incendiada pela multidão. Sequeira se escondeu no banheiro, usando água para apagar as chamas. Enquanto rezava por ajuda, podia ouvir os gritos de Rajni Majh, jovem órfã que ele havia resgatado e que foi estuprada, sendo, depois, amarrada e queimada até a morte.
Ele acabou sendo resgatado pela polícia e levado de helicóptero para Mumbai, onde recebeu tratamento médico. Hoje, o sacerdote ainda carrega a dor da provação pela qual passou, tendo se submetido a várias cirurgias para tratar os danos causados na garganta e nos pulmões.
Dushmonth Nayak é um padre do distrito de Kandhamal que estava em Bhubenswar, a capital de Odisha, no momento em que a violência eclodiu. Em dado momento, recebeu um telefonema de sua irmã, que lhe informou que estava falando com uma faca apontada para sua garganta.
Agressores hindus, disse ela, invadiram sua casa e exigiram que renunciasse ao cristianismo, ocasião em que pediu permissão para telefonar a seu irmão em busca de aconselhamento.
“Se você viver, você vai viver com Cristo”, Nayak ter-lhe dito, “e se você morrer, você vai morrer com Cristo”.
A irmã de Nayak conseguiu escapar, e hoje ela coordena um conselho de mulheres na cidade.
Padre Mrutyunjaya Digal estava em Bhubenswar quando viu seu irmão, Pratap, na televisão direto de Kandhamal.
Pratap foi um dos oito cristãos de sua aldeia a serem forçados a participar de uma cerimônia hindu de “reconversão”, a qual envolvia ter sua cabeça raspada, beber água misturada com fezes de vaca (que é uma forma de devoção hindu para expressar reverência pelo animal) e recitar uma oração ao deus Ram.
A polícia faz que não vê
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No geral, a polícia se distancia destas mobilizações violentas, raramente intervindo depois que o estrago está feito.
“A polícia estava lá quando os ataques aconteceram, e nada fizeram”, disse D. Raphael Cheenath, hoje arcebispo emérito, que à época estava no comando da Arquidiocese de Cuttack-Bhubaneswar.
“Não tenho nenhuma dúvida de que a polícia estava aliada” com os radicais hindus que instigaram os ataques, disseCheenath.
Depois do fato, cerca de 90% dos casos movidos contra os perpetradores nunca resultou em condenação, em parte por causa da falta de proteção policial às testemunhas e, em parte, por causa de falhas nos registros das acusações. Consequentemente, a maioria das pessoas que levaram a cabo a violência ainda está à solta em suas aldeias, vivendo como homens livres, com os cristãos que sobreviveram fugindo deles diariamente.
“Fico triste que o sistema jurídico do meu país não tem sido capaz de cumprir o seu dever”, diz a Irmã Barwa, cujo estuprador ainda está foragido.
Por que os cristãos?
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 Embora o ódio puro e simples dos cristãos seja a principal força que nutre esta violência, ele não está sozinho. Singh, padre que coordena um fórum social na região, enumerou pelo menos seis motivos:
• Preconceito de classe: Os cristãos da região vêm das castas mais baixas, enquanto os hindus são de uma casta superior.
• Nacionalismo: Os cristãos são muitas vezes erroneamente vistos como “ocidentais”.
• Economia: Muitos hindus na região são comerciantes com um interesse em manter o abastecimento de mão de obra barata e explorável, e resistem aos ativistas cristãos que inspiram as classes mais baixas a fazerem valer os seus direitos.
• Política: Os partidos que contam com o apoio hindu querem controlar a região e sabem que espalhar propaganda política contra a minoria cristã proporciona votos.
• Cobertura midiática: Os cristãos têm pouca capacidade de se fazerem ouvir.
• Igrejas cristãs: Há muito tempo elas “têm se mantido em silêncio”, de acordo com Singh, e não conseguiram tomar medidas legais em defesa dos direitos dos cristãos.
Ainda que alguns analistas digam que as coisas melhoraram nos últimos sete anos, muitos cristãos estão longe de confirmar esta impressão.
“Há um silêncio, mas não serenidade”, disse Suranjan Nayak, ativista cristão local.
“Os extremistas ainda estão realizando reuniões às escondidas, e ainda fazem ameaças quando passam pelos cristãos nas ruas”, diz ele. “Não há paz nas aldeias mais remotas. Nós não somos livres, porque eu nunca mais confiei no meu vizinho como antes. Sempre me vem à mente que ele pode fazer alguma coisa contra mim a qualquer momento”.
Os cristãos também expressam frustração quanto ao fracasso do sistema jurídico em responsabilizar os agressores. Das 100 pessoas assassinadas em agosto de 2008, houve apenas 30 processos e apenas duas condenações.
Enquanto isso, sete cristãos amplamente considerados por seus correligionários como inocentes definham numa cela prisional pelo assassinato do swami em 2008.
Cheenath disse acreditar que as igrejas cristãs devem ser mais incisivas na defesa dos direitos das minorias.
“Quando a RSS pode dizer 30 mentiras abertamente”, disse ele, referindo-se a Rashtriya Swayamsevak Sangh, a principal organização na Índia composta por radicais hindus, “eu não vejo por que não podemos falar uma verdade de maneira franca”.

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Por seu lado, a Irmã Barwa disse esperar que o aniversário da tragédia de Kandhamal, no mês que vem, seja um momento em que os indianos decidam acabar, de vez, com a violência religiosa.
“Cada pessoa neste país deve respeitar a religião e a humanidade dos demais”, disse ela. “Caso contrário, para que mesmo serviram o meu sofrimento e o sofrimento de tantas outras pessoas?”

John L. Allen Jr., site Crux

Como evangelizar os meus filhos? Os pais não devem apenas mandar os filhos para a igreja, mas levá-los!

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Quando Igreja ensina que os primeiros catequistas são os pais. É no colo deles que toda criança deve aprender a conhecer a Deus, aprender a rezar e dar os primeiros passos na fé; conhecer os Mandamentos e os Sacramentos.Os pais são educadores naturais, e os filhos assimilam seus ensinamentos sem restrições. Será difícil levar alguém para Deus se isso não for feito, em primeiro lugar, pelos pais. É com o pai e a mãe que a criança tem de ouvir em primeiro lugar o nome de Jesus Cristo, Sua vida, Seus milagres, Seu amor por nós, Sua divindade, Sua doutrina… Eles são os responsáveis a dar-lhes o batismo, a primeira comunhão, a crisma e a catequese.
Quando fala aos pais sobre a educação dos filhos, São Paulo recomenda: “Pais, não exaspereis os vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e na doutrina do Senhor” (Ef 6, 4). Aqui está uma orientação muito segura para os pais. Sem a “doutrina do Senhor”, não será possível educar. Dom Bosco, grande “pai e mestre da juventude”, ensinava que não é possível educar sem a religião. Seu método seguro de educar estava na trilogia: amor – estudo – religião.
Nunca esqueci o terço que aprendi a rezar aos cinco anos de idade, no colo de minha mãe. Pobre filho que não tiver uma mãe que o ensine a rezar! Passei a vida toda estudando, cheguei ao doutorado e pós-doutorado em Física e nunca consegui esquecer a fé que herdei de meus pais; é a melhor herança que deles recebi. Não é verdade que a ciência e a fé são antagônicas; essa luta só existe no coração do cientista que não foi educado na fé, desde o berço.
Os pais não devem apenas mandar os seus filhos à igreja, mas, devem levá-los. É vendo o pai e a mãe se ajoelharem que um filho se torna religioso, mais do que ouvindo muitos sermões. A melhor maneira de educar, também na fé, é pelo exemplo. Se os pais rezam, os filhos aprender a rezar; se os pais vivem conforme a lei de Deus, os filhos também vão viver assim, e isso se desdobra em outros exemplos. Os genitores precisam rezar com os filhos desde pequenos, cultivar em casa um lar católico, com imagens de santos em um oratório, o crucifixo nas paredes, etc.; tudo isso vai educando os filhos na fé. Alguém disse, um dia, que “quando Deus tem seu altar no coração da mãe, a casa toda se transforma em um templo.”
Um aspecto importante da educação religiosa de nossos filhos está ligado à escola. Infelizmente, hoje, se ensina muita coisa errada em termos de moral nas escolas; então, os pais precisam saber e fiscalizar o que os filhos aprendem ali. Infelizmente, hoje, o Governo está colocando até máquinas para distribuir “camisinhas” nesses locais. Os filhos precisam em casa receber uma orientação muito séria sobre a péssima “educação sexual” que hoje é dada em muitas escolas, a fim de que não aprendam uma moral anticristã.
Outro cuidado que os pais precisam ter é com a televisão; saber selecionar os programas que os filhos podem ver, sem violência, sem sexo, sem massificação de consumo, entre outros. Hoje temos boas emissoras religiosas. A televisão tem o seu lado bom e o seu lado mau. Cabe a nós saber usá-la. Uma criança pode ficar até cerca de 700 horas por ano na frente de um televisor ligado. Mais uma vez aqui, é a família que será a única guardiã da liberdade e da boa formação dessa criança. Os pais precisam saber criar programas alternativos para tirá-las da frente do televisor, oferecendo-lhes brinquedos, jogos, contando-lhes histórias, etc.. Da mesma forma, ocorre com a internet: os pais não podem descuidar dela.
Mas, para levar os filhos para Deus é preciso também saber conquistá-los. O que quer dizer isso? Dar a eles tudo o que querem, a roupa da moda, a camisa de marca, o tênis caro? Não! Você os conquista com aquilo que você é para o seu filho, não com aquilo que você dá a ele. Você o conquista dando-se a ele; dando o seu tempo, o seu carinho, a sua atenção, ajudando-o sempre que ele precisa de você. Saint-Exupéry disse no livro “O Pequeno Príncipe”: “Foi o tempo que você gastou com sua rosa que a fez ser tão importante para você”.
Diante de um mundo tão adverso, que quer arrancar os filhos de nossas mãos, temos de conquistá-los por aquilo que “somos” para eles. É preciso que o filho tenha orgulho dos pais. Assim será fácil você levá-lo para Deus. Muitos filhos não seguem os pais até a igreja porque não foram conquistados por estes.
Conquistar o filho é respeitá-lo; é não o ofender com palavras pesadas e humilhantes quando você o corrige; é ser amigo dos seus amigos; é saber acolhê-los em sua casa; é fazer programas com ele, é ser amigo dele. Enfim, antes de dizer a seu filho “Jesus te ama”, diga-lhe: “eu te amo”.

Prof. Felipe Aquino

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Morte do leão Cecil é mais importante para a imprensa que abortos do Planned Parenthood?

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Políticos americanos recorreram às redes sociais para criticar a diferente cobertura dos meios que recebeu a morte de um leão na África e os abortos e o tráfico de órgãos de bebês executado pela multinacional Planned Parenthood.
A morte do leão conhecido como “Cecil” do Zimbábue, localizado no sul da África, despertou uma onda de indignação nas redes sociais, pois era uma importante atração para os turistas no Parque Nacional Hwange. Walter Palmer (foto) , um dentista americano costumava caçar com arco e flecha, caçou o leão depois de pagar 50 mil dólares para “garantir uma caça legal”.
Por outra parte, grandes diretivas da Planned Parenthood – a maior multinacional abortista do mundo – foram gravadas através de uma câmera escondida negociando valores entre 30 e 100 dólares pela venda de órgãos e tecidos de bebês abortados em suas instalações. Cerca de dez estados do país e o Congresso dos Estados Unidos iniciaram investigações sobre esta organização abortista.
A maior parte da imprensa americana procurou primeiramente silenciar as denúncias contra a Planned Parenthood e posteriormente tentou defender a multinacional pró-aborto.
O senador americano Marco Rubio, no dia 29 de julho, através do Twitter manifestou sua crítica pela diferente cobertura entre o caso da morte do leão africano e o caso do negócio da Planned Parenthood.
“Olhem todo este escândalo por um leão morto, mas onde está o escândalo pelos bebês mortos na Planned Parenthood”, escreveu Marco Rubio.
Em menos de um dia, a publicação superou os 3 mil e 100 retuits e aproximadamente 3 mil e 200 favoritos.
“O fato de que muitas pessoas na imprensa nacional estejam mais preocupadas com o leão Cecil do que com a Planned Parenthood matando bebês e recolhendo seus órgãos é inadmissível”, declarou o ex-governador do estado de Arkansas Mike Huckabee.

Fonte: ACI

Bispo de Campina Grande receberá Título de Cidadão Campinense

O Bispo diocesano de Campina Grande, Dom Manoel Delson, vai receber título de cidadão campinense. A propositura de autoria dos vereadores Nelson Gomes Filho e Antônio Pimentel Filho visa homenagear o bispo pelos relevantes serviços prestados a Diocese. A entrega está marcada para acontecer no dia 9 de Setembro, ás 19h30 no plenário da Câmara Municipal de Campina Grande, Casa de Félix Araújo.
Dom Manoel Pedreira da Cruz , OFmcap,  nasceu no dia 10 de Julho de 1954, na cidade de Biritinga, no estado da Bahia. Foi ordenado sacerdote no dia 5 de julho de 1980 na Arquidiocese de Feira de Santana e ordenado bispo em 24 de setembro de 2006, na mesma arquidiocese. Foi acolhido na Diocese de Caicó no dia 8 de Outubro do mesmo ano.
No dia 8 de Agosto de 2012 o Papa Bento XVI nomeou Dom Manoel Delson como o sétimo bispo da Diocese de Campina Grande. Sua posse aconteceu no dia 29 de Setembro de 2012, em solenidade ocorrida na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição.
Dom Manoel Delson estudou Filosofia e o início da Teologia no Seminário São Francisco de Assis ,em Nova Veneza e concluiu os estudos teológicos no Instituto de Teologia da Universidade Católica de Salvador, na Bahia. É mestre em Ciência da Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Salesiana de Roma e graduado em Letras pela Universidade Católica de Salvador.
Por Renato Araújo

A Semana do Papa de 27 de julho a 2 de agosto

Papa Francisco no Angelus do domingo - AP
03/08/2015 12:28
Esta semana foi a última de julho, mês no qual estiveram suspensas as principais atividades do Papa Francisco. Neste mês de agosto já recomeçarão as audiências gerais das quartas-feiras na Sala Paulo VI.
Esta rubrica tem assim uma edição reduzida em que damos amplo espaço ao Angelus deste domingo. Começamos, contudo, por recordar o apelo do Santo Padre, no domingo dia 26 de julho, pedindo a libertação do Padre Dall’Oglio e de tantas outras pessoas sequestradas na Síria. Registamos também a reação da família do Padre Dall’Oglio:
“Daqui a alguns dias ocorre o segundo aniversário desde que, na Síria, foi raptado o padre Dall’Oglio. Dirijo um apelo muito forte pela libertação deste estimado religioso. Não posso esquecer também os bispos ortodoxos raptados na Síria e todas as outras pessoas que nas zonas de conflito foram sequestradas.”
Estas palavras do Papa tiveram um grande eco, sobretudo num momento em que o conflito na Síria parece estar a sair da atenção mediática.
Em particular, a família do padre Paolo Dall’Oglio reagiu ao apelo do Papa tendo expresso à Rádio Vaticano a sua gratidão para com o Santo Padre. Em nome da família falou a irmã do padre Paolo, Francesca Dall’Oglio:
“Em nome da nossa família desejo exprimir toda a nossa gratidão ao Papa pelo apelo que dirigiu no Angelus para a libertação do nosso irmão Paolo, a dois anos do seu rapto na Síria. Gostaria de sublinhar que foi para nós fonte de consolação e ao mesmo tempo de emoção e de esperança.”
A irmã do padre Dall’Oglio afirmou também a proximidade da sua família para com os familiares de todas as pessoas que foram sequestradas e raptadas na Síria.
Como já referimos no início desta nossa rubrica, na próxima quarta-feira dia 5 recomeçam as audiências gerais do Papa Francisco na Sala Paulo VI. Entretanto, na semana que estamos a destacar, de 27 de julho a 2 de agosto, a principal aparição pública do Santo Padre foi na oração do Angelus deste XVIII Domingo do Tempo Comum. Recordamos aqui o essencial desse momento do Papa Francisco num trabalho da nossa colega de redação Dulce Araújo:
Recordou que depois da multiplicação dos pães – conforme conta o Evangelista João - as pessoas puseram-se à procura de Jesus e  acabaram por encontra-Lo em Cafarnaum.  Jesus compreendeu logo o motivo de tanto entusiasmo da pare do povo e declarou-o  claramente:
“Vocês estão à minha procura não porque vistes sinais, mas porque comestes daqueles pães e vos saciastes”.
Na realidade – disse o Papa – aquelas pessoas procuram o pão material que no dia precedente tinha aplacado a sua fome. Não compreenderam que aquele pão partido para muitos, era expressão do amor do próprio Jesus. Deram mais valor ao pão do que ao seu doador.
Perante esta cegueira espiritual – prosseguiu o Papa – Jesus põe em evidencia a necessidade de ir para além da satisfação das necessidades imediatas, das próprias necessidades materiais, embora sejam essenciais.  O Filho de Deus convida a ir para além das necessidades imediatas, do comer, do vestir, do sucesso, da carreira, para se olhar para algo de incorruptível, e exorta:
“Empenhai-vos não para a alimentação que não dura, mas para a alimentação que permanece para a vida eterna e que o Filho do homem vos dará”.
Jesus quer fazer compreender, como estas palavras – frisou o Papa – que a fome física da pessoa humana, traz consigo algo de mais importante, que não pode ser saciado com a comida ordinária.
“Trata-se de fome de vida, de eternidade que Ele só pode saciar, na medida em que é “o pão da vida”.
O Papa chama também a atenção para o facto de Jesus não eliminar a preocupação da procura do pão quotidiano, mas recorda simplesmente que “o verdadeiro significado da nossa existência terrena está na eternidade, e que a história humana com os seus sofrimentos e as suas alegrias deve ser vista num horizonte de eternidade, isto é, naquele horizonte do encontro definitivo com Ele. E esse encontro ilumina todos os dias da nossa vida. Se nós pensarmos nesse encontro, nesse grande dom, os pequenos dons da vida, mesmo os sofrimentos e as preocupações serão iluminados, na esperança  deste encontro”.
Jesus é pão vivo descido dos Céus, apresenta-se a nós como único e verdadeiro significado da existência humana – frisou ainda o Papa, acrescentando que é o próprio Jesus a explicar o significado da existência do ser humano:
“Eu sou o pão da vida, quem vive em mim não terá fome e que crê em mim não terá sede, nunca!”
O Papa indicou nisto uma referência à Eucaristia, o grande dom que sacia a alma e o corpo. “Encontrar e acolher em nós Jesus, ‘pão da vida’, dá significado e esperança ao caminho tortuoso da vida. Mas este “pão da vida” é-nos dado para que possamos, por nossa vez,  saciar a fome espiritual e material dos irmão, anunciado o Evangelho onde quer que seja, mesmo nas periferias existenciais. Com o testemunho das nossas atitudes fraternas e solidárias em relação ao próximo, tornamos presente Cristo e o seu amor por meio dos homens”
O Papa concluiu dizendo que temos muita necessidade de Deus na nossa existência quotidiana! Tanto nos dias de trabalho e de preocupações, como nos dias de férias. O Senhor convida-nos a não esquecer que, se por um lado é justo preocupar-se com o pão material, por outro, para consolidar as forças, é ainda mais necessário potenciar a nossa fé em Cristo, “pão da vida” que sacia o nosso desejo de verdade, de justiça e de consolação.
E o Papa pediu à Virgem Maria para nos apoiar na procura e na sequela do seu Filho Jesus, o “pão verdadeiro” que não se corrompe e dura pela vida eterna.
E com Angelus deste domingo terminamos esta síntese das principais atividades do Santo Padre que foram notícia de 27 de julho a 2 de agosto. Esta rubrica regressa na próxima semana sempre aqui na RV em língua portuguesa. (RS)