sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Abertas as inscrições para o Encontro Diocesano da Pascom em Campina Grande

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Estão abertas as inscrições para o Encontro Diocesano da Pascom, que acontecerá dias 13 e 14 de fevereiro. O evento é voltado para as equipes paroquiais da Pastoral da Comunicação e para os membros dos ministérios de Comunicação das Novas Comunidades. O objetivo do encontro é promover a articulação e a formação dos agentes da comunicação da Igreja. As inscrições podem ser feitas até o dia 30 de janeiro.
Serão 2 encontros diocesanos em 2016, além dos encontros por Foranias, como explica Márcia Marques, membro da equipe diocesana. “Queremos ter este encontro inicial para definirmos a configuração de rede de comunicadores na diocese, fortalecendo as equipes paroquiais e articuladores forâneos. Além disso, será um momento de formação e confraternização”, afirma.
Para o Encontro Diocesano da Pascom, estão confirmadas as presenças de Cacilda Medeiros, articuladora da Pascom da Arquidiocese de Natal, e da Professora Danielly Macedo. Elas falarão sobre a Missão da Pascom e sobre a importância da boa escrita, respectivamente. Ainda está prevista uma formação sobre Redes Sociais e a eleição dos articuladores forâneos.
“Durante o Encontro teremos momentos de animação, sorteios, muita troca de informação, além do repasse do calendário anual e do pacote de viagem para o Mutirão Regional da Pascom, que acontece em outubro na cidade de Recife”, completa Márcia.
Outras informações podem ser obtidas por email (diocesepascom@gmail.com) ou via whatsapp (83) 99952 7855.
Fonte:
Pascom Diocesana

NOTA DE FALECIMENTO: Diácono José Lyra de Souza

Autor: Márcia Marques / Rodolpho Raphael
A Diocese de Campina Grande comunica, com profundo pesar, o falecimento do seu primeiro Diácono Permanente, José Lyra de Souza. Ele faleceu na noite desta segunda-feira, dia 18, no Hospital Antônio Targino, em Campina Grande, em consequência de uma parada cardiorrespiratória.
O Velório aconteceu na Capela de Santa Clara, localizada na rua Antenor Navarro, na cidade de Esperança. Às 15h foram celebradas as exéquias e o sepultamento foi logo em seguida no cemitério da cidade. O Diácono deixa a esposa, Dona Iracema, e três filhos: Ônio, Giuseppe e Anunciata.
Natural de Alagoa Nova, o  Clérigo nasceu em 25 de outubro de 1931, aos 9 anos foi para o Pré-seminário em Esperança, mas saiu para repensar sua vocação. Casou-se e constituiu família, com o passar dos anos foi convidado pelo então Pároco de Esperança, Manuel Palmeira para ser Diácono Permanente, sendo um dos primeiros à serem ordenados, pós-concílio Vaticano II pela imposição das mãos de Dom Manuel Pereira da Costa em 16 de Dezembro  de 1969. E desde então, exerceu seu ministério na Paróquia de Nossa Senhora do Bom Conselho, São José em Areial e em João Pessoa, onde passou alguns anos.  Regressando à sua Diocese de origem, o município de Esperança o acolheu, passando assim a integrar mais uma vez no seu ministério pastoral.

Perda irreparável: satélite registra destruição do mosteiro mais antigo do Iraque ( 1.400 anos) pelo Estado Islâmico.

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O Mosteiro de São Elias ficava em um morro ao norte da cidade de Mossul. Sua construção data de 1,4 mil anos atrás.
Por ele estar em uma área controlada pelo Estado Islâmico, de acesso restrito e difícil, não se tinha notícia de sua demolição. Mas estudiosos dizem que as imagens, obtidas pela agência Associated Press, sugerem que o mosteiro foi demolido no fim de 2014, pouco depois de o Estado Islâmico ter cercado a cidade.
Um padre católico de Mossul alertou que a história cristã estava sendo “barbaramente destruída”.
“Vemos isso como uma tentativa de nos expulsar do Iraque, eliminando e encerrando nossa existência nessa terra”, disse o padre Paul Thabit Habib, que agora vive na cidade curda de Erbil.
O Estado Islâmico tem atacado cristãos e outras minorias no Iraque e na Síria, tomando propriedades e forçando conversões ao islã, o pagamento de um imposto especial ou a saída do local.
‘Local de culto’
O grupo extremista também demoliu diversos mosteiros e igrejas, além de conhecidas locações pré-islâmicas, como Nimrud, Hatra e Nineveh, no Iraque, e Palmira, na Síria.
O Mosteiro de São Elias, ou Deir Mar Elia, teria sido construído por monges assírios no fim do século 6º. Mais tarde, passou aos domínios da Igreja Católica Caldeia.
Em 1743, seus monges receberam um ultimato das forças persas para se converterem ao islã. Eles recusaram, e ao menos 150 foram assassinados.
O padre Thabit disse à AP que o mosteiro “tornou-se um lugar de culto para visitantes cristãos e cerimônias religiosas e para os que vinham pedir perdão ao santo padroeiro”.
“O mosteiro atraía gente de Mossul – cristãos e muçulmanos. Todos os poetas, historiadores e viajantes escreveram sobre o mosteiro”, acrescentou. “Tornou-se um lugar muito importante da Igreja no Iraque”.
Em 1970, o mosteiro se transformou em base da Guarda Republicana Iraquiana. Em 2003, um de seus muros foi danificado por destroços de um tanque atingido por um míssil americano, durante a invasão dos Estados Unidos ao país.

Uma mulher sem-teto deu à luz perto de São Pedro; o Vaticano oferece-lhe uma casa


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Uma mulher sem-teto deu à luz uma menina na noite passada perto da colunata de Bernini, a poucos passos da Praça de São Pedro; mais tarde, foi socorrida por dois policiais de Inspeção do Vaticano e hospitalizada na estrutura de saúde Santo Espírito. Esta manhã foi visitada pelo esmoleiro do papa, mons. Konrad Krajewski, que lhe ofereceu uma residência por um ano em uma das casas pertencentes ao Vaticano.
A mulher, romena e sem-teto na Itália, estava com seu parceiro e havia buscado abrigo para suportar o frio da noite, particularmente intenso nestes dias, sob a colunata da Praça Pio XII, onde dormem muitos sem-tetos a quem o esmoleiro do Papa oferece normalmente comida quente.
A mulher, de acordo com alguns meios de comunicação, começou a sentir contrações com maior frequência por volta das duas horas da madrugada; seu companheiro saiu para chamar ajuda e encontrou dois policiais que estavam de serviço na Praça de São Pedro.
Os policiais acudiram e ajudaram a mulher e chamaram imediatamente uma ambulância próxima ao Hospital Santo Espírito. A menina nasceu enquanto ela chegava, mas ambas foram imediatamente levadas para o hospital, onde mãe e filha encontram-se em boas condições de saúde.
O padre Federico Lombardi disse que o esmoleiro do Papa já conhecia a mulher e que ela mesma havia utilizado em algumas ocasiões os serviços que oferece a esmolaria aos arredores do Vaticano. Informou também que mons. Krajewski foi visita-la esta manhã e lhe ofereceu a possibilidade de viver em uma casa do Vaticano durante um ano; a residência é para mães e filhos e se encarregam delas as freiras de Madre Teresa.
Iacopo Scaramuzzi, publicada por Vatican Insider

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Feliz Ano Novo da Misericórdia!!!


1º de Janeiro: Solenidade de Maria, Mãe de Deus!

Se perguntarmos a alguém se ele e filho de sua mãe, se esta verdadeiramente for a mãe dele, de certo nos lancará um olhar de espanto. E teria razão. O homem como sabemos é composto de corpo, alma e espírito. A minha mãe me deu meu corpo, a parte material deste conjunto trinitário que eu sou; sendo minha alma e espírito dados por Deus. E minha mãe que me deu a luz não é verdadeiramente minha mãe?
Apliquemos, agora, estas noções de bom senso ao caso da Maternidade divina de Nossa Senhora. Há em Nosso Senhor Jesus Cristo duas naturezas: a humana e a divina, constituindo uma só pessoa, a pessoa de Jesus. Nossa Santa Mãe é mãe desta pessoa, dando a ela somente a parte material, como nosso mãe também o faz. O Espírito e Alma de Cristo também vieram de Deus. Nossa mãe não é mãe do nosso corpo, mas mãe de nossa pessoa. Assim também Maria é Mãe de Cristo. Ela não é a Mae da Divindade ou da Trindade, mas é mãe de Cristo a segunda pessoa da Santíssima Trindade, que também é Deus. Sendo Jesus Deus, Maria é Mãe de Deus.
Basta um pequeno raciocínio para reconhecer como necessária a maternidade Divina da Santíssima Virgem. Nosso Senhor morreu como homem na Cruz (pois Deus não morre), mas nos redimiu como Deus, pelos seus méritos infinitos. Ora, a natureza humana de Nosso Senhor e a natureza divina não podem ser separadas, pois a Redenção não existiria se Nosso Senhor tivesse morrido apenas como homem. Logo, Nossa Santa Mãe, Mãe de Nosso Senhor, mesmo não sendo mãe da divindade é Mãe de Deus, pois Nosso Senhor é Deus. Se negarmos a maternidade de Nossa Senhora, negaremos a redenção do gênero humano.
A negação da Maternidade divina de Nossa Senhora é uma negação à Verdade, uma negação ao ensino dos Apóstolos de Cristo.
Provas da Sagrada Escritura
A Igreja Católica sendo a única Igreja Fundada por Cristo, confirmada pelos Apóstolos e seus legítimos sucessores; sendo Ela a escritora, legitimadora e guardiã da Bíblia, jamais poderia ensinar algo que estivesse contra o Ensino da Bíblia.
Vejamos o que a Sagrada Escritura ensina sobre a Maternidade Divina de Nossa Senhora:
  1. O profeta Isaías escreveu: "Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel [Deus conosco]." (Is 7,14). Claramente o profeta declara que o filho da virgem será divino, portanto a maternidade da virgem também é divina, o que a faz ser Mãe de Deus.
  2. O Arcanjo Gabriel disse: "O Santo que há de nascer de ti será chamado Filho de Deus" (Lc 1,35). Se ele é filho de Deus, ele tb é Deus e Maria é sua Mãe, portanto Mãe de Deus. Isaías também escreveu o mesmo em Is 7,14.
  3. Cheia do Espírito Santo, Santa Izabel saudou Maria dizendo: "Donde a mim esta dita de que a mãe do meu Senhor venha ter comigo"? (Lc 1,43) E Mãe de meu Senhor quer dizer Mãe do meu Deus, portanto Mãe de Deus..
  4. São Paulo ainda escreveu: "Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei." (Gl. 4,4). São Paulo claramente afirma que uma mulher foi a Mãe do filho de Deus, portanto Mãe de Deus.

Tendo a Sagrada Escritura seu berço na Igreja - portanto sendo menor que Ela - , vemos como está de acordo com o ensino da mesma.
A Doutrina dos Santos Padres
Será que os Apóstolos de Cristo concordavam com a Maternidade Divina de Nossa Senhora? Pois segundo os protestantes, a Igreja Católica inventou a maternidade divina de Maria no séc V durante o Concílio de Éfeso.
Vejamos o que diz o Apóstolo Santo André: "Maria é Mãe de Deus, resplandecente de tanta pureza, e radiante de tanta beleza, que, abaixo de Deus, é impossível imaginar maior, na terra ou no céu". (Sto Andreas Apost. in trasitu B. V., apud Amad.)
Veja agora o testemunho de São João Apóstolo: "Maria, é verdadeiramente Mãe de Deus, pois concebeu e gerou um verdadeiro Deus, deu a luz, não um simples homem como as outras mães, mas Deus unido a carne humana." (S. João Apost. Ibid)
São Tiago: "Maria é Santíssima, a Imaculada, a gloriosíssima Mãe de Deus" (S. Jac. in Liturgia)
São Dionísio Areopagita: "Maria é feita Mãe de Deus, para a salvação dos infelizes." (S. Dion. in revel. S. Brigit.)
Orígenes escreveu: "Maria é Mãe de Deus, unigênito do Rei e criador de tudo o que existe" (Orig. Hom I, in divers. - Sec. II )
Santo Atanásio diz: "Maria é Mãe de Deus, completamente intacta e impoluta." (Sto. Ath. Or. in pur. B.V.)
Santo Efrém: "Maria é Mãe de Deus sem culpa" (S. Ephre. in Thren. B.V.).
São Jerônimo: "Maria é verdadeiramente Mãe de Deus". (S. Jerôn. in Serm. Ass. B.V.).
Santo Agostinho: "Maria é Mãe de Deus, feita pela mão de Deus". (S. Agost. in orat. ad heres.).
Todos os Santos Padres afirmaram em amor e veneração a maternidade divina por Nossa Senhora. Me cansaria em citar todos os testemunhos primitivos.
Agora uma surpresa para os protestantes. Lutero e Calvino sempre veneraram a Santíssima Virgem. Veja abaixo a testemunho dos pais da Reforma:
  1. "Quem são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis monarcas da Terra, comparados com a Virgem Maria que, nascida de descendência real (descendente do rei Davi) é, além disso, Mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra? Ela é, na cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderemos exaltar o suficiente, a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade." (Martinho Lutero no comentário do Magnificat - cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista Jesus vive e é o Senhor).
  2. "Não há honra, nem beatitude, que se aproxime sequer, por sua elevação, da incomparável prerrogativa, superior a todas as outras, de ser a única pessoa humana que teve um Filho em comum com o Pai Celeste" (Martinho Lutero - Deutsche Schriften, 14,250).
  3. "Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus." (Calvino - Comm. Sur I'Harm. Evang., 20)

A negação da Maternidade divina de Nossa Senhora é uma negação à Verdade, é negar a Divindade de Cristo, é negar o ensino dos Apóstolos de Cristo.
O Concílio Ecumênico de Éfeso
Quando o heresiarca Ario divulgou o seu erro, negando a divindade da pessoa de Jesus Cristo, a Providência Divina fez aparecer o intrépido Santo Atanásio para confundí-lo, assim como fez surgir Santo Agostinho para suplantar o herege Pelágio, e São Cirilo de Alexandria para refutar os erros de Nestório, que haviam semeado a pertubação e a indignação no Oriente.
Em 430, o Papa São Celestino I, num concílio de Roma, examinou a doutrina de Nestório que lhe fora apresentada por São Cirilo e condenou-a anti-católica, herética.
São Cirilo formulou a condenação em doze proposições, chamadas os doze anátemas, em que resumia toda a doutrina católica a este respeito.
Pode-se resumí-la em três pontos:
  1. Em Jesus Cristo, o Filho do homem não é pessoalmente distinto do Filho de Deus;
  2. A Virgem Santíssima é verdadeiramente a Mãe de Deus, por ser a Mãe de Jesus Crito, que é Deus;
  3. Em virtude da união hipostática, há comunicações de idiomas, isto é; denominações, propriedades e ações das duas naturazas em Jesus Cristo, que podem ser atribuidas à sua pessoa, de modo que se pode dizer: Deus morreu por nós, Deus salvou o mundo, Deus ressuscitou.

Para exterminar completamente o erro, e restringir a unidade de doutrina ao mundo, o Papa resolveu reunir o Concílio de Éfeso (na Ásia Menor), em 431, convidando todos os bispos do mundo.
Perto de 200 bispos, vindos de todas as partes do orbe, reuniram-se em Éfeso. São Cirilo presidiu a assembléia em nome do Papa. Nestório recusou comparecer perante aos bispos unidos.
Desde a primeira sessão a heresia foi condenada. Sobre um trono, no centro da assembléia, os bispos colocaram o Santo Evangelho, para representar a assistência de Jesus Cristo, que prometera estar com a sua Igreja até a consumação dos séculos, espetáculo santo e imponente que desde então foi adotado em todos os concílios.
Os bispos cercando o Evangelho e o representante do Papa, pronunciaram unânime e simultaneamente a definição proclamando que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus. Nestório deixou de ser, desde então, bispo de Constantinopla.
Quando a multidão anciosa que rodeava a Igreja de Santa Maria Maior, onde se reunia o concílio, soube da definição que proclamava Maria Mãe de Deus, num imenso brado ecoou a exclamação: "Viva Maria, Mãe de Deus! Foi vencido o inimigo da Virgem! Viva a grande, a augusta, a gloriosa Mãe de Deus!"
Em memória desta solene definição, o concílio juntou à saudação angélica estas palavras simples e expressivas: "Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte".