quinta-feira, 22 de maio de 2014

Primeira mulher que beijou Elvis Presley no cinema é hoje a priora das Beneditinas

DoloresDolores Hart: Deus é maior que Elvis Presley
A primeira mulher que beijou Elvis Presley no cinema é hoje a priora das beneditinas em Connecticut
“Nunca tive a impressão de sair de Hollywood, nunca tive a impressão de abandonar o que me deram. A abadia foi como uma graça de Deus que entrou na minha vida de maneira totalmente inesperada… Deus foi maior que o Elvis”, explica a madre Dolores no documentário que fala da sua vida.
O chamado de Deus se apresentou como uma evidência para esta mulher, que se tornou católica aos 10 anos de idade – uma decisão surpreendente, porque sua família nunca foi católica.

Nascida com o nome de Dolores Hicks em 1938, foi a única filha dos atores Bert e Harriet Hicks, que se divorciaram quando ela tinha apenas 3 anos.
Desde então, Dolores cresceu na instabilidade: morava parte do ano em Chicago, com seus avós, que a enviaram à escola católica São Gregório (simplesmente porque era a mais próxima), e depois passava suas férias com sua mãe, que trabalhava no cinema em Beverly Hills, na Califórnia.
João XXIII a Dolores: você é a Clara de Assis!
Dolores prosseguiu seus estudos no Marymount College, outra instituição católica da região. Nessa ocasião, a futura estrela descobriu sua paixão pela interpretação, que a levou, além de por sua beleza, a ser selecionada para atuar com Elvis Presley no famoso filme “Loving you” (“A mulher que eu amo”), lançado em 1957.
Desde então, sua carreira foi de êxito: um ano mais tarde, Dolores reapareceu ao lado do Elvis em “King Creole” (“Balada sangrenta”), um grande sucesso de bilheteria. Pouco depois, atuou na Broadway (onde foi premiada), e também em “Where the boys are” em 1960, antes de encarnar Clara em um filme sobre São Francisco de Assis, com Bradford Dillman no papel principal.
Nessa ocasião, o encontro da atriz com o Papa João XXIII foi um elemento chave: quando se apresentou como Dolores Hart, a atriz que interpretou Clara, o Papa lhe respondeu: “Não! Você é a Clara!”.
Ainda hoje, a madre Dolores guarda uma forte lembrança desse encontro, que, de fato, não é alheio à sua vocação.
De Hollywood à Abadia de Regina Laudis
A jovem, que havia se convertido em uma das estrelas emergentes de Hollywood, ainda participou de quatro filmes, até da comédia “Come fly with me” (“Vem voar comigo”) em 1963, junto a Hugh O’Brian.
Dolores era noiva de Don Robinson, um brilhante arquiteto, quando pediu às irmãs da Abadia de Regina Laudis – à qual ia regularmente para escapar da agitação, às vezes dura, do sucesso – permissão para fazer parte da sua comunidade.
Foi assim que, aos 24 anos, no auge do sucesso, Dolores Hart decidiu abandonar os holofotes para iniciar uma vida de clausura junto às irmãs beneditinas.
A decisão não agradou todo mundo, começando pelos seus produtores de Hollywood, que também eram amigos da ex-atriz, mas ficaram furiosos.
“Inclusive meu melhor amigo, o Pe. Doody, que era sacerdote, me disse: ‘Você está louca, é uma loucura fazer isso’”, recorda a freira, 50 anos depois da sua entrada no convento.
Apesar deste agitado começo e um tempo de adaptação, que ela descreve como longo e difícil, afirma que não se arrepende em absoluto da sua escolha.
Seu antigo noivo foi um dos poucos que compreendeu o chamado que ela havia recebido, e continuou sendo seu amigo fiel até sua morte, em 2011.
A madre Dolores se tornou priora da abadia em 2001.
Atualmente, também é membro do júri dos filmes indicados ao Oscar e faz parte da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, no qual é a única religiosa. Uma das suas tarefas consiste em assistir aos filmes indicados, que a Academia envia ao seu escritório.
Em 2012, a religiosa teve uma participação especial na cerimônia do Oscar, para a apresentação do documentário sobre a história da sua vocação, chamado “Deus é maior que Elvis”.

Fonte: Aleteia

Marcha contra o aborto no Peru: a maior na história da América Latina.

Blog da Familia 7
Foi a maior passeata pela vida já realizada no continente sul-americano, contando com uma cifra que varia entre 250.000 e 300.000 pessoas, segundo fontes diversas, informou “Religión en Libertad”.(1) 
Na Terceira Marcha pela Vida na capital peruana, jovens, adultos e crianças marcharam a partir das 9 da manhã do dia 22 de março último pelas grandes avenidas Brasil e Javier Prado, chegando a atingir uma extensão de 40 quarteirões.

Poucos dias depois houve marchas análogas nas cidades de Piura, Trujillo, Iquitos, Huancayo e Arequipa. Nesta última, mais de 100 mil pessoas participaram do VIII Gran Corso por la Vida, la Familia y la Juventud, no Dia da Criança por Nascer.(2)
Para muitos participantes, foi uma surpresa ver o próprio Cardeal-arcebispo de Lima falando à imensa multidão, como fazem certos cardeais e bispos dos EUA e do Canadá nas marchas contra o aborto. 
No Peru o aborto é ilegal, mas existe uma norma, antiga de 90 anos, que permite o aborto “terapêutico”. Tal norma é tão arcaica que nunca se verificam circunstâncias para a sua aplicação. 
Porém, a ministra da Saúde, Midori de Habich, anunciou que o  governo aprovaria antes de junho uma “guia técnica que regula o aborto terapêutico”. Na prática, o consenso geral percebe nesse anúncio um pretexto para transformar sorrateiramente a mencionada norma numa generalização da prática do aborto. 
Em 2009, os grupos peruanos pela vida perceberam a necessidade de se organizarem, quando o governo legalizou a pílula do dia seguinte, que provoca a morte do embrião.
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Fonte: Blog da Família

Roma excomunga responsável por movimento “Nós somos a Igreja”.

22/05/2014
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Martha Heizer

Por La Vie | Tradução: Fratres in Unum.com – Esse é o epílogo de um longo impasse entre o movimento Wir sind Kirche (“Nós somos a Igreja”) e o Vaticano. Segundo as informações do Tiroler Tageszeitung (em alemão), Martha Heizer, a responsável austríaca pelo movimento leigo muito crítica em relação a Roma, acaba de ser excomungada pelo Papa Francisco. Seu marido, Gert Heizer, foi igualmente atingido pela medida. De acordo com o diário alemão Die Welt (em alemão), a informação é confirmada “por círculos católicos”.
O bispo de Innsbruck, Dom Manfred Scheuer, “apresentou pessoalmente o decreto ao casal na quarta-feira, 21 de maio, à noite”, afirmou a rádio ORF Tirol (em alemão). O bispo leu o conteúdo do decreto aos dois envolvidos, que, em seguida, recusaram o documento. “Nós não aceitamos porque questionamos a integridade de todo o processo”, disse Martha Heizer à rádio austríaca.
Nesta manhã de quinta-feira, ela declara, em um comunicado (em alemão), estar “profundamente chocada ao se encontrar na mesma categoria que os padres pedófilos”. Na sua opinião, “esse procedimento mostra como a que ponto a Igreja Católica precisa de renovação”.

Eucaristias privadas

O motivo das duas excomunhões? Missas privadas celebradas sem padre na residência do casal. Há vários anos, Martha Heizer não esconde que ela e seu marido acolhem em sua casa essas celebrações, às quais alguns fiéis participam regularmente. Simulações de missas que constituem “delicta graviora” (delitos graves) aos olhos da Igreja Católica.
“O caso causou polêmica em 2011″, explica o Tiroler Tageszeitung, com a intervenção do bispo local. A Congregação para a Doutrina da Fé, em seguida, anunciou a criação de uma comissão.
Martha Heizer encabeça o movimento reformista desde 7 de abril passado — um movimento fundado na Áustria em 1995, da qual é uma das fundadoras. Aos 67 anos, Martha Heizer é conhecida por suas posições favoráveis à ordenação de mulheres e a “uma renovação da Igreja através dos leigos”, diz o Die Welt. Desde 2012, ela dirige o International Movement We Are Church (IMWAC), “Movimento Internacional Nós Somos Igreja”.
Com esta decisão, o Cardeal Dom Gerhard Ludwig Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, mantém-se fiel à sua posição anterior: em 2009, então chefe da diocese de Regensburg, o prelado alemão havia suspendido Paul Winckler, o responsável alemão da Wir sind Kirche .

Fonte:http://fratresinunum.com/2014/05/22/roma-excomunga-responsavel-por-movimento-nos-somos-a-igreja/

terça-feira, 20 de maio de 2014

China, acredite! pode se tornar o país com maior número de cristãos em 2030

Opening Ceremony Of The National People's Congress
 O jornal britânico The Telegraph dedicou recentemente um artigo sobre o crescimento da Fé Cristã na China, um fenômeno que chamou a atenção dos analistas nos últimos anos pela enorme possibilidade de expansão que tem a Fé Cristã em um país extraordinariamente povoado.
Com mais de 67 milhões de crentes (o que o converte no sétimo país com maior número de cristãos), a China tem uma povoação cristã de cerca de 5% de seus habitantes.Segundo a informação destacada pelo informativo, em 15 anos o gigante asiático teria o maior número de cristãos.
Apesar da forte perseguição à religião sob o regime comunista de Mao, desde a década de 1950 o cristianismo cresceu notavelmente, e a cifra de 67 milhões de crentes é uma das mais conservadoras (estabelecida pelo Pew Research Center dos Estados Unidos em 2010) diante das estimativas de até 130 milhões. A possibilidade de que existam mais cristãos que membros do Partido Comunista é elevada, já que o grupo político registra por volta de 80 milhões de membros e a influência dos crentes na vida da China parece ser progressivamente inevitável.Para o autor do livro Jesus em Beijing, Dr. David Aikman, a provável cristianização a médio prazo da China “não significa que tenham uma maioria de pessoas cristãs, mas de 25 a 30 por cento das pessoas em posições de influência, em política, cultura e nos meios em geral”. O escritor propôs, em diálogo com a Catholic Online, que através desta situação, na qual um maior número de pessoas “aceita com entusiasmo o cristianismo como um guia em suas vidas”, pode-se esperar inclusive uma mudança na “visão de mundo dos líderes da China”.
Outros analistas destacam que as comunidades cristãs na China são muito coesas, provavelmente por causa das grandes dificuldades pelas quais passaram. “Ironicamente, a história da Igreja mostra que quanto mais se persiga politicamente, mais crentes haverão”, comentou Bob Fu, da organização China Aid. Inclusive a pretensão de um culto à personalidade do governante Mao, um “pseudo monoteísmo”, em expressão de Chan-Kei Thong, poderia ter ajudado a aceitar culturalmente a doutrina de um Deus pessoal, base fundamental da religião cristã.
Tanto a Igreja Católica e outras denominações cristãs padecem na China a instauração de associações de controle estatal da religião, com graves consequências para a liberdade religiosa. Por esta razão as cifras oficiais, que reconhecem apenas um pouco mais de 28 milhões de cristãos, correspondem aos afiliados as ditas instituições. O número de praticantes na clandestinidade ainda é difícil de avaliar, mas a elevada assistência dos crentes aos ofícios religiosos de maior importância como Natal ou Páscoa chamam a atenção da opinião pública mundial. (GPE/EPC)
Fonte: Gaudium Press

Com permissão da Santa Sé, religiosas convidam jovens a viverem 15 dias dentro da clausura

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As comunidades religiosas aos poucos desafiam a ideia que comumente se tem sobre os jovens. Ao invés de uma vida de conforto, de reconhecimento social ou de sucesso segundo os padrões do mundo, oferecem uma vida de sacrifício e abnegação, ou o recolhimento de uma vida humilde longe do barulho e da agitação. Sua estratégia parece ser bem sucedida.
Esta é a experiência do Convento de Carmelitas de Valladolid (Espanha), Mosteiro do Coração de Jesus e São José, que se atreveram a propôr às jovens uma experiência que está longe das fortes emoções, da agitada vida social e do êxito mundano: provar durante quinze dias a vida religiosa de clausura.
A insaciável sede de Deus
A iniciativa inédita foi possível graças a uma autorização especial emitida pela Santa Sé no dia 3 de julho de 2012, já que isto não é possível sob as regras normais deste tipo de mosteiros. Isto se soma a uma segunda permissão especial, que é a de permitir aos fiéis acompanhar as religiosas na Adoração Eucarística das quintas-feiras às 21h30. A experiência tornou-se um testemunho para o mundo exterior e uma fonte comprovada de novas vocações.
“Nós sentimos que isto é o que Deus pede de nós e que isso é bom para o povo de Deus”, afirmou a Priora do Convento, Madre Olga María del Redentor. “Dizem que há descristianização, mas o que nós damos para compensar? Por que não podemos oferecer-lhes o nosso de uma forma compreensível, sobretudo estando convencidas, como estamos, do que é o melhor?”.
Para a religiosa, a maior pobreza do homem moderno é espiritual, “a perda da consciência do homem de sua vida interior”, explicou. “Em nossa sociedade tudo está montado para não despertar esse homem interior, e para anestesiá-lo, porque assim ele é manipulado melhor. Estão tentando que não seja consciente de sua dimensão transcendente, e isso leva a um vazio e a uma crise de valores”. No entanto, a Priora explicou onde reside o êxito do chamado da Igreja neste contexto: “O que não podem apagar é a sede. E o homem busca saciá-la, ainda que às vezes o faça por caminhos equivocados”.
Isto é o que as jovens encontram em sua experiência de vida religiosa, e que motivou com que o convento passasse de nove para 26 religiosas, um crescimento recorde para este tipo de comunidade religiosa. O impacto do crescimento também é notório na idade das religiosas: 80 por cento delas é menor de 45 anos. O êxito entre as jovens não é outro senão a experiência da espiritualidade, que pode ser em alguns casos o primeiro contato real com a Fé. “Muitas estão perdidas e não sabem como rezar. Você deve levá-las pela mão”, descreveu a Irmã María del Redentor. “Não há nenhum segredo. Simplesmente vivemos a nossa vocação com maior autenticidade possível”.
A experiência das jovens que provam a vida religiosa oferece uma solução para a sua necessidade mais profunda. “O homem hoje está cada vez mais desumanizado e é mais frio. As relações entre as pessoas tendem a ser mais superficiais e temos menos vínculos afetivos. Se isso acontece com os outros homens, imagine o que se passa com Deus”, explicou a Priora. “Se nós os ensinamos, o descobrem, gostam e se envolvem. E já não podem ficar sem Ele”. Mas este sucesso ao abrir as portas do convento -limitadamente- não pode levar a comunidade a perder o seu caráter de clausura, esclareceu a religiosa: “Não podemos dar o que não temos. Necessitamos salvar esse espaço de clausura, porque se não estamos cheias, não podemos dar”.
Esta é a missão do Carmelo de Valladolid – Campo Grande: mudar uma visão aos poucos negativa da vida contemplativa e oferecer à juventude saborear as riquezas espirituais que têm atraído tantas gerações ao longo da história. “O menos importante são as limitações materiais e formais. O que a clausura faz é criar um espaço de liberdade para viver serenamente, sem interferências de tudo o que contamina no exterior”, comentou a Madre Olga Maria do Redentor. “Aqui podeis expressar seus sentimentos e teus afetos sem que ninguém lhe rotule. Fora não é tão fácil.”.
Gaudium Press