sábado, 10 de janeiro de 2015

2014 foi marcado pelo crescimento da perseguição aos cristãos, especialmente por extremistas muçulmanos

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Enquanto os olhos do mundo pareciam fixos para a Síria e o Iraque em 2014, a vida dos cristãos piorou de maneira ainda mais profunda na África, segundo o relatório anual sobre a liberdade religiosa publicado esta semana.

A situação deteriorou-se mais rapidamente na África subsaariana, em países onde o extremismo islâmico é a principal fonte de pressão sobre os cristãos. O ranking World Watch List, coproduzido pela Missão Portas Abertas, publicada desde 1993, classifica os 50 países considerados mais hostis aos cristãos durante um período de 12 meses. Ele examina a liberdade religiosa para os cristãos em cinco áreas: privado; família; comunidade; nacional; e da igreja. Também mede os índices de violência com morte.
A lista aponta que 4.344 cristãos foram mortos por causa da sua fé no ano passado, mais que o dobro dos 2.123 do relatório de 2013, e mais que o triplo do 1.201 de 2012. A maioria dessas mortes ocorreu na Nigéria, onde 2.484 vítimas foram mortas, e na República Centro-Africano, onde 1.088 pessoas pereceram.
De modo geral, os índices dos 50 países aumentaram em quase 10 por cento em comparação com a lista publicada no início de 2014. Inegavelmente, a violência contra os cristãos vem numa ascendência sem paralelo nas últimas décadas.
O relatório também aponta um ressurgimento de hostilidade anticristã em partes da Ásia e da América Latina, regiões onde as condições tinham sido relativamente favoráveis em anos anteriores. Pela primeira vez em três anos, o México está de volta na lista, em 38º lugar.
Em 40 dos 50 países do ranking de perseguição, a Portas Abertas aponta para o “extremismo islâmico” como a principal fonte de preocupação.
“É justo dizer que o extremismo islâmico tem dois centros globais de atuação. Um no Oriente Médio árabe, mas o outro está se firmando na África subsaariana, onde até mesmo estados de maioria cristã estão experimentando níveis sem precedentes de exclusão, discriminação e até a violência”, afirmou Ron Boyd-MacMillan, diretor estratégia e pesquisas da Portas Abertas.
Tiffany Lynch, analista política da Comissão Internacional Sobre Liberdade Religiosa, acredita que o grande catalizador do último ano foi o fortalecimento da organização terrorista Estado Islâmico. Por causa disso, grupos como Boko Haram e al-Shabaab, grupos islâmicos que atuam na África, foram estimulados a subir o grau de violência.
Com exceção da Coréia do Norte, que permanece como número 1 na Lista desde a sua criação, onde a motivação para perseguir é ideológica e não religiosa, nos outros países essa é a tendência. Líderes hindus e budistas fundamentalistas sentem-se ameaçados pelo crescimento do cristianismo e tem reagido fortemente em locais como Laos, Sri Lanka e Índia.
A propósito, a Índia ocupa hoje sua posição mais alta no ranking desde que este foi criado.
 O objetivo da Portas Abertas é chamar atenção para fatos que normalmente não são destacados pela mídia. Os três países que não estavam na lista em 2014, mas aparecem na de 2015 são Turquia (41º), México (38º) e Azerbaijão (46º).
Os dez países onde os cristãos enfrentaram a maior pressão e violência em 2014 foram:
1 – Coreia do Norte
2 – Somália
3 – Iraque
4 – Síria
5 – Afeganistão
6 – Sudão
7 – Irã
8 – Paquistão
9 – Eritreia
10 – Nigéria

Procissão do ‘Nazareno Negro’ reúne mais de 1 milhão de fiéis nas Filipinas

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Mais de um milhão de católicos saíram às ruas da capital das Filipinas, Manilla, nesta sexta-feira (9) para acompanhar a procissão do Nazareno Negro, um dos principais eventos religiosos no país, a menos de uma semana de receber a visita Papa Francisco.

Vestidos com camisetas com de Cristo coroado de espinhos, os devotos lançam roupas e lenços para que sejam abençoados pela imagem, a quem é atribuída poderes de cura. A procissão, que começa nas primeiras horas da manhã e segue até o início da noite, passa pelas regiões mais antigas da cidade.
O jornal local ‘The Inquired’ informou que os organizadores demoraram mais de duas horas para controlar a multidão, devido ao grande número de devotos que participarem do evento anual. 
O Nazareno Negro chegou em Manila no dia 31 de maio de 1606 em um galeão de Acapulco, que, segundo a lenda, pegou fogo perto da costa das Filipinas. A crença popular diz que o calor das chamas deu a característica preta ao objeto, embora uma outra versão atribui a particularidade de que o artesão mexicano que esculpida queria carimbar seu próprio tom de pele na obra.
Vista de Francisco
Entre os dias 15 e 19 de janeiro, o Papa Francisco vai às Filipinas, um dos países mais católicos da Ásia, onde deve para visitar a cidade de Tacloban, que há pouco mais de um ano foi devastada pelo tufão Haiyan. Cerca de 90% dos 120 milhões de filipinos professam a religião cristã, dos quais 80% pertencem à Igreja Católica e os restantes são de outras denominações cristãs.
G1

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Ordenação de Diáconos Permanentes marca reabertura da Escola Diaconal Diocesana

O último sábado, dia 3, foi um dia que marca a história da diocese de Campina Grande. Sob a imposição das mãos e oração de dom Manoel Delson, foram ordenados 3 Diáconos Permanentes para o serviço à Igreja. Antônio Lisboa, Antônio Alves e Ednaldo Pereira são os primeiros Diáconos Permanentes ordenados nesta Igreja Particular após 45 anos. A ordenação destes novos diáconos, realizada na Catedral de N. Sra.  da Conceição, marca também a reabertura da Escola Diaconal Diocesana, que passará a funcionar a partir de fevereiro.
Os Diáconos Ordenados neste sábado já haviam passado pela formação em outras dioceses. Antônio Lisboa fez sua preparação na diocese de Caicó e é membro da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, em Campina Grande. Antônio Alves, que vem da cidade de Santo André, paróquia de São José (Juazeirinho), fez sua formação na Arquidiocese da Paraíba. Ednaldo Pereira, da Paróquia de N. Sra. do Bom Conselho, em Esperança, fez sua formação na Escola Diaconal de Guarabira.
Os Diáconos Permanentes são representantes dos Párocos e do Bispo, atuando nas comunidades ministrando os sacramentos do Batismo, Matrimônio, assistindo os enfermos com o viático, celebrando a Liturgia da Palavra, pregando, evangelizar e catequizando. Porém, não podem, ao contrário do sacerdote, celebrar o sacramento da Eucaristia (Missa), confessar nem administrar a unção dos enfermos. Os diáconos não vivem o celibato, são homens casados que estão a serviço da Igreja.
ESCOLA DIACONAL DIOCESANA
A ordenação, como já foi dito, marcou também a reabertura da Escola Diaconal Diocesana. Nos últimos meses aconteceu um período de discernimento vocacional com aproximadamente 35 aspirantes, indicados pelos párocos. Após uma seleção realizada pelos padres que estão à frente da Escola, Pe. Assis Soares e Pe. Raniery Alves, juntamente com Dom Manoel Delson, 27 candidatos formarão a primeira turma de formação, que iniciará suas atividades no próximo mês de fevereiro.
Os diáconos permanentes, recém ordenados, serão colaboradores da Escola Diaconal Diocesana, seguindo uma orientação da CNBB e da CND (Comissão Nacional dos Diáconos) que explica que deve haver um diácono permanente na Comissão organizadora/coordenadora das Escolas Diaconais.
Fonte:
Pascom Diocesana

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Pastores Evangélicos precisam aprender com ensinamentos do Papa, diz juiz

Pastores precisam aprender com ensinamentos do papa, diz juizPastores precisam aprender com ensinamentos do papa, diz juiz
O escritor e juiz federal William Douglas chamou a atenção das lideranças evangélicas para os ensinamentos do Papa Francisco. Em um texto publicado no Facebook, William pediu que os pastores e bispos evangélicos ouçam o pontífice. Francisco enumerou durante encontro de confraternização de Natal com os cardeais 15 doenças que, segundo o Papa, contaminaram parte da Igreja.
Para William Douglas as denúncias que Francisco fez aos vícios da Cúria Romana devem ser observadas pelos líderes evangélicos. O escritor lembrou que durante a Reforma Protestante, há quase 500 anos, foram apontados abusos da Igreja Católica, mas que agora é um Papa que, ao alertar seus cardeais, acabou apontando para problemas presentes também entre os evangélicos.
“Não tiraria uma vírgula para falar aos líderes evangélicos. Obrigado, Francisco! Como existem pastores precisando ouvir sua fala, e observar seus modos”, escreveu William.
Francisco denunciou, entre outras coisas, “a síndrome do acúmulo de bens”, referência que lembra as fortunas que os pastores e bispos brasileiros tem ostentado. Falou da “doença do lucro mundano”, da “rivalidade” e da “gloria vã”. Também fez criticas ao que chamou de “terrorismo das fofocas”, que destrói a reputação das pessoas; a “doença dos covardes”, que falam por trás; e a “daqueles que tratam os chefes como seres divinos para subir na carreira”. O pontífice também citou os que pertencem a grupos fechados mais do que a Cristo ou ao corpo da Igreja.
Bergoglio também aproveitou para fazer um trocadilho, lembrando que ouviu que “os padres são como os aviões, só são notícia quando caem”. “Isso também vale para os ministros evangélicos. Raramente um cristão é notícia salvo quando, humano que é, cai. O outro caso ocorre quando incomoda o reino das trevas e é perseguido”, comentou William.
O escritor também fez um desabafo dizendo que gostaria muito que os pastores fossem como Francisco e que ora para que padres, pastores e bispos ouçam as doenças e que tratem de curá-las.
“Que os pastores evangélicos ouçam sua fala e se comportem como Cristo quer. Que padres e pastores, que conduzem católicos e evangélicos, sejam exemplos em tudo, como quer o Messias que os chamou para a obra, para servir ao Rei e ao Reino”, concluiu William.
Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/juiz-pastores-aprender-ensinamentos-papa/

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

1º de Janeiro: Solenidade de MARIA, MÃE DE DEUS

A maternalidade de Maria resplandece com tão virginal fulgor, que todas
as virgens, diante d'Ela, são como se não o fossem. Somente Ela é a 
Imaculada, a Virgem entre as virgens, a única que perfuma
e torna perfeita a castidade de todas.

No primeiro dia do ano novo, o calendário dos santos se abre com a festa de Maria Santíssima, no mistério de sua maternidade divina. Escolha acertada, porque de fato Ela é "a Virgem mãe, Filha de seu Filho, humilde e mais sublime que toda criatura, objeto fixado por um eterno desígnio de amor". Ela tem o direito de chamá-lo "Filho", e Ele, Deus onipotente, chama-a, com toda verdade, Mãe!
 Vós tendes, ó Maria, autoridade de Mãe para com Deus,
e por isso alcançais também o perdão aos mais 
abjetos pecadores. Em tudo vos  reconhece
o Senhor por sua verdadeira Mãe e não
pode deixar de atender a cada
desejo vosso.

(Santo Afonso Maria de Ligório, As Glórias de Maria)
Foi a primeira festa mariana que apareceu na Igreja ocidental. Substituiu o costume pagão das dádivas e começou a ser celebrada em Roma, no século IV. Desde 1931 era no dia 11 de outubro, mas com a última revisão do calendário religioso passou à data atual, a mesma onde antes se comemorava a circuncisão de Jesus, oito dias após ter nascido.
Num certo sentido, todo o ano litúrgico segue as pegadas desta maternidade,começando pela solenidade da Anunciação, nove meses antes da Natividade. Maria concebeu por obra do Espírito Santo. Como todas as mães, trouxe no próprio seio aquele que só ela sabia que se tratava do Filho unigênito de Deus, que nasceu na noite de Belém.
Ela assumiu para si a missão confiada por Deus. Sabendo, por conhecer as profecias, que teria também seu próprio calvário, enquanto mãe daquele que seria sacrificado em nome da salvação da Humanidade. Deus se fez carne por meio de Maria. Ela é o ponto de união entre o Céu e a Terra. Contribuiu para a obtenção da plenitude dos tempos. Sem Maria, o Evangelho seria apenas ideologia, somente "racionalismo espiritualista", como registram alguns autores.
O próprio Jesus através do apóstolo São Lucas (6,43) nos esclarece: "Uma árvore boa não dá frutos maus, uma árvore má não dá bom fruto". Portanto, pelo fruto se conhece a árvore. Santa Isabel, quando recebeu a visita de Maria já coberta pelo Espírito Santo, exclamou: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre." (Lc1,42). O Fruto do ventre de Maria é o Filho de Deus Altíssimo, Jesus Cristo, nosso Deus e Senhor. Quem aceita Jesus, fruto de Maria, aceita a árvore que é Maria. Maria é de Jesus e Jesus é de Maria. Ou se aceita Jesus e Maria ou se rejeita a ambos.
Por tomar esta verdade como dogma é que a Igreja reverencia, no primeiro dia do ano, a Mãe de Jesus. Que a contemplação deste mistério exerça em nós a confiança inabalável na Misericórdia de Deus, para nos levar ao caminho reto, com a certeza de seu auxílio, para abandonarmos os apegos e vaidades do mundo, e assimilarmos a vida de Jesus Cristo, que nos conduz à Vida Eterna. Assim, com esses objetivos entreguemos o novo ano à proteção de Maria Santíssima que, quando se tornou Mãe de Deus, fez-se também nossa Mãe, incumbiu-se de formar em nós a imagem de seu Divino Filho, desde que não oponhamos de nossa parte obstáculos à sua ação maternal.
A comemoração de Maria, neste dia, soma-se ao Dia Universal da Paz. Ninguém mais poderia encarnar os ideais de paz, amor e solidariedade do que ela, que foi o terreno onde Deus fecundou seu amor pelos filhos e de cujo ventre nasceu aquele que personificou a união ente os homens e o amor ao próximo, Nosso Senhor Jesus Cristo. Celebrar Maria é celebrar O nosso Salvador. Dia da Paz, dia de nossa Mãe, Maria Santíssima. Nos tempos sofridos em que vivemos, um dia de reflexão e esperança!
A predestinação de Maria a maternidade divina
A predestinação com que a Santíssima Virgem foi eleita é especial, única entre todas, não somente pelo grau, mas pelo gênero. Se Maria é, na verdade, a primeira criatura predestinada com a mais perfeita imagem de seu Filho, é, além disso e a outro título, a única predestinada em qualidade de Mãe sua.
Para demonstrar a afirmação de que desde toda a eternidade Deus predestinou a Santíssima Virgem Maria para ser a Mãe do Verbo encarnado, o insigne dominicano Fr. Royo Marín evoca a pura voz da infabilidade pontifícia:
Contemplamos hoje Maria, mãe sempre virgem do
Filho unigênito do Pai; aprendemos d'Ela a
receber o Menino que nasceu
para nós em Belém...

Trecho da Homilia de Bento XVI na Solenidade
da Mãe de Deus, 1° de Janeiro de 2008
"Na Bula Ineffabilis Deus, com a que Pio IX definiu o dogma da Imaculada Conceição, leêm-se expressamente estas palavras: "Elegeu e assinalou (Deus), desde o princípio e antes dos tempos, para seu Unigênito uma Mãe, na qual Ele se encarnaria, e da qual, depois, na ditosa plenitude dos tempos, nasceria; e em tal grau A amou acima de todas as criaturas, que somente nEla se comprouve com singularíssima benevolência."
Nada sucede, nem pode suceder no tempo que não tenha sido previsto ou predestinado por Deus desde toda a eternidade. Logo, se a Virgem Maria é, de fato, a Mãe do Verbo encarnado, claro está que foi predestinada para isso desde toda a eternidade. É uma verdade tão límpida e evidente que não necessita demonstração alguma.
A maternidade divina de Maria
Todos os títulos e grandezas de Maria dependem do fato colossal de sua maternidade divina. Maria é imaculada, cheia de graça, Co-redentora da humanidade, Rainha dos Céus e da Terra e Medianeira universal de todas as graças, etc., porque é a Mãe de Deus. A maternidade divina A coloca a tal altura, tão acima de todas as criaturas que São Tomás de Aquino, tão sóbrio e discreto em suas apreciações, não hesita em qualificar sua dignidade como sendo de certo modo infinita. E seu grande comentarista, o Cardeal Caietano, diz que Maria, por sua maternidade divina, alcança os limites da divindade. Entre todas as criaturas, é Maria, sem dúvida alguma, a que tem maior afinidade com Deus.
Assim, no dizer de outro eminente mariólogo "o dogma mais importante da Virgem Maria é sua maternidade divina". É o primeiro alicerce sobre o qual se levanta o edifício da grandeza mariana. É este um fato que excede de tal modo a força cognoscitiva do homem que deve ser enumerado entre os maiores mistérios de nossa fé.

         Que uma humilde mulher, descendente de Adão como nós, se torne Mãe de Deus, é um mistério tão sublime de elevação do homem e de condescendência divina, que deixa atônita qualquer inteligência, angélica ou humana, no séculos e na eternidade.
Maria, verdadeira Mãe de Deus
Para que uma mulher possa dizer-se verdadeiramente mãe, é necessário que subministre à sua prole, por via de geração, uma natureza semelhante (ou seja, consubstancial) à sua.
Suposta esta óbvia noção da maternidade, não é tão difícil compreender-se de que modo a Virgem Santíssima possa ser chamada verdadeira Mãe de Cristo, tendo Ela subministrado a Cristo, por via de geração, uma natureza semelhante à sua, ou seja, a natureza humana.
A dificuldade surge, porém, quando se procura compreender de que modo a Virgem Santíssima pode ser chamada verdadeira Mãe de Deus, pois não se vê bem, à primeira vista, de que modo Deus possa ser aqui gerado. Não obstante isso, se se observar atentamente, as duas fórmulas: Mãe de Cristo e Mãe de Deus, se equivalem, pois significam a mesma realidade e são, por isso, perfeitamente sinônimas. Nossa Senhora, com efeito, não é denominada Mãe de Deus no sentido de que houvesse gerado a Divindade (ou seja, a natureza divina do Verbo) e sim no sentido de que gerou, segundo a humanidade, a divina pessoa do verbo.
O sujeito da geração e da filiação não é a natureza, mas a pessoa. Ora, a divina pessoa do Verbo foi unida à natureza humana, subministrada pela Virgem Santíssima, desde o primeiro instante da concepção; de modo que a natureza humana de Cristo não esteve jamais terminada, nem mesmo por um instante, pela personalidade humana, mas sempre subsistiu, desde o primeiro momento de sua existência, na pessoa divina do Verbo. Este e não outro é o verdadeiro conceito da maternidade divina, tal como foi definida pelo Concílio de Éfeso, em 431.
Em suma, "Maria concebeu realmente e deu à luz segundo a carne à pessoa divina de Cristo (única pessoa que há nEle), e, por conseguinte, é e deve ser chamada com toda propriedade Mãe de Deus.
Não importa que Maria não haja concebido a natureza divina enquanto tal (tampouco as outras mães concebem a alma de seus filhos), já que essa natureza divina subsiste no Verbo eternamente e é, por conseguinte, anterior à existência de Maria. Ela, porém, concebeu uma pessoa - como todas as demais mães -, e como essa pessoa, Jesus, não era humana, mas divina, segue-se logicamente que Maria concebeu segundo a carne a pessoa divina de Cristo, e é, portanto, real e verdadeiramente Mãe de Deus.
O testemunho da Escritura
 Jamais teve alguém em seus braços tesouro
de igual valor: infinito...! Entretanto, quem foi mais
desejosa  do que Nossa Senhora de atrair outros
para compartilharem de Seu tesouro?


Mons. João Scognamiglio Clá Dias,
Mater Boni Consilii, p. 5)
A Sagrada Escritura nos diz explicitamente que a Virgem Santíssima é verdadeira Mãe de Jesus (Mt, II, 1; Lc. II, 37-48; Jo. II, 1; At. I, 14). Com efeito, Jesus nos é apresentado como concebido pela Virgem (Lc. I, 31) e nascido da Virgem (Lc. II, 7-12). Mas, Jesus é verdadeiro Deus, como resulta do seu próprio e explícito testemunho, pela fé apostólica da Igreja, pelo testemunho de São João, etc. Para se poder negar sua divindade, não há outro caminho senão rasgar todas as páginas do Novo Testamento.
Ora, se Maria é verdadeira Mãe de Jesus e Jesus é verdadeiro Deus, segue-se necessariamente que Maria é verdadeira Mãe de Deus.
São Paulo ensina explicitamente que, "chegada a plenitude dos tempos, Deus mandou seu Filho, feito de uma mulher" (Gal. IV, 4). Por estas palavras, manifesta-se claramente que Aquele que foi gerado ab aeterno pelo Pai é o mesmo que foi, depois, gerado no tempo pela Mãe; mas Aquele que foi geradoab aeterno pelo Pai é Deus, o Verbo. Portanto, também o que foi gerado no tempo pela Mãe é Deus, o Verbo.
Ainda mais clara e explícita, em seu vigor sintético, é a expressão de Santa Isabel. Respondendo à saudação que Maria lhe dirigira. Santa Isabel, inspirada pelo Espírito Santo, disse, cheia de admiração: "E como me é dado que a Mãe de meu Senhor venha a mim?" (Lc I, 43).
A expressão meu Senhor é, evidentemente, sinônimo de Deus, pois que, em seguida, Isabel acrescenta: "Cumprir-se-ão em Ti todas as coisas que te foram ditas da parte do Senhor", ou seja, da parte de Deus. Isabel, portanto, inspirada pelo Espírito Santo, proclamou explicitamente que Maria é verdadeira Mãe de Deus.
A voz da tradição
Toda a tradição cristã, a partir dos tempos apóstolicos, é uma proclamação contínua desta verdade mariológica fundamental. Nos dois primeiros séculos, os Padres ensinaram que Maria concebeu e deu à luz a Deus. No terceiro século, começa o uso do termo que se tornou clássico: Theotokos, ou seja, Mãe de Deus.
No século IV, mesmo antes do Concílio de Éfeso, a expressão Mãe de Deus se tornara tão comum entre os cristãos, que dava nos nervos do Imperador Juliano, o Apóstata, o qual se lamentava de os cristãos não se cansarem nunca de chamar a Maria de Mãe de Deus. João de Antioquia aconselhava a seu amigo Nestório para não insistir demasiado em negar este título, a fim de evitar tumulto do povo. O próprio Alexandre de Hierápolis, cognominado de outro Nestório, reconhecia que a expressão Mãe de Deus estava em uso entre os cristãos desde muito tempo.
A exultação mesma que os fiéis demonstraram, quando a maternidade divina foi definida solenemente como dogma de fé, comprova até à evidência quão profundamente na alma estava radicada essa verdade fundamental na alma daqueles antigos cristãos. Por isso, no sentir do Pe. Terrien, "as definições dos concílios não introduziram um novo dogma, mas foram antes a sanção oficial da fé da Igreja, motivada pelas sacrílegas negações dos inovadores." (Pequeno Ofício da Imaculada Conceição comentado, Monsenhor João Clá Dias, EP, Artpress, São Paulo,1997, p. 365 à 367)

Aos nossos leitores... 2015


UM 2015 FELIZ E PLENO DA GRAÇA DE DEUS EM SUA VIDA!

Equipe do Blog do Pe. Carlinhos

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Inspiração e fé, Padre Carlinhos desenvolve escultura na Comunidade S. Francisco

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Por: Rafael Augusto/pascomsf
Quem tem acompanhado as obras da comunidade São Francisco de Assis, vê gradativamente o avanço nas construções que estão sendo desenvolvidas naquela igreja, mas hoje (29)  quem teve a oportunidade de passar pela comunidade a tarde se deparou com uma cena inusitada, o comum seria os pedreiros estarem com a mão na massa, porém quem arregaçou mangas e trabalhou pra valer foi o Padre Carlinhos executando uma escultura fascinante de São Francisco de Assis em uma das paredes externas que estava sendo rebocada.
Com ferramentas artesanais como duas facas, um pequeno arame e e um pequeno pedaço de cerâmica, o padre Carlinhos esculpiu uma brilhante imagem do padroeiro daquela comunidade, a escultura desenvolvia foi trabalhada durante toda a tarde e segundo padre, partiu de uma ideia repentina enquanto ele observa os pedreiros rebocarem a parede.
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Em conversa com a pascom o Padre Carlinhos falou da ideia e disse que amava fazer estas artes. “A comunidade vai ganhar uma grande surpresa, esta inspiração que tive surgiu durante o trabalho dos pedreiros, amo fazer isso!” comentou. Tal inspiração foi repercutida nas redes sociais, centenas de pessoas curtiram e visualizaram em poucos minutos, inclusive pessoas comentaram a postagem como uma “inspiração que parte do coração”.
A obra que a comunidade São Francisco de Assis ganhou merece aplausos e claro orações para o padre, que de um modo tão singelo desenvolveu gentilmente esta escultura. A paróquia e em especial a comunidade São Francisco agradece imensamente a obra inspirada pelo Escultor e Padre, Carlinhos.