quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

35ª Assembleia Diocesana tem como meta elaboração do Plano Pastoral 2016 – 2019

Por Márcia Marques 
Nos próximos dias 26 e 27 a Diocese de Campina Grande realiza a sua 35ª Assembleia Diocesana de Pastoral. Com tema “Igreja, Mãe que Acolhe na Caridade e na Misericórdia”, a Assembleia convocará todos os participantes à reflexão quanto à questão da acolhida e da misericórdia na elaboração do Plano Pastoral 2016-2019. No dia 25, antes da Assembleia, o Clero estará reunido para formação e espiritualidade quaresmal. A Assembleia será no Centro de Formação Dom Luís Gonzaga Fernandes, no bairro do Tambor.
A Assembleia deste ano vem com um diferencial na sua elaboração, que teve início com as Assembleias Paroquiais, Forâneas e um questionário público sobre a Igreja. “A construção desta Assembleia se deu a partir de dois eixos. Na dimensão mais interna, tivemos as assembleias paroquiais e forâneas e, em seguida, uma reunião do Conselho Diocesano de Pastoral, que, a partir das propostas das Paróquias e Foranias, elegeu as prioridades pastorais para o próximo quadriênio, que são Família, Juventude, Caridade e Acolhida/Comunicação”, explica o Padre João Paulo Vitor, Vigário Episcopal para a Pastoral.
O segundo eixo, segundo o Vigário, permitiu ouvir a opinião pública sobre a Igreja. “Nós contratamos um instituto científico de opinião para saber como a sociedade vê a Diocese de Campina Grande, o Bispo, os padres, a ação da Igreja como um todo. Com as respostas, aliadas ao que obtivemos no primeiro eixo já citado, vamos elaborar um caminho, um Plano Pastoral onde a Diocese vai tentar atender aos anseios das suas comunidades eclesiais como a sociedade em geral”, explicou.
A 35ª Assembleia Diocesana de Pastoral tem início às 8h da sexta-feira e se estende até o meio dia do sábado e terá a assessoria do Padre João Paulo Araújo, da Diocese de Caruaru. A reunião do Clero, que antecede a Assembleia, será realizada na quinta-feira, dia 25, no Seminário Diocesano São João Maria Vianney.
Fonte:
Pascom Diocesana

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Cartas de João Paulo II e as chamas da fofoca e da calunia da BBC.

Tymieniecka
A cadeia britânica BBC lançou primeiro um texto depois apresentou na televisão com o título: “Cartas de João Paulo II revelam a sua “intensa” amizade com uma mulher” («Pope John Paul letters reveal ‘intense’ friendship with woman», 15.02.2016 ).
O programa foi transmitido na noite da segunda, 15 de fevereiro de 2016. Na reportagem da BBC, sutilmente, colocou-se em dúvida o tipo de relação que Wojtyla teve com a filósofa americana de origem polonesa, Anna Terese Tymieniecka e foi usado para atrair a atenção para um programa de televisão dedicado inteiramente à amizade “intensa” amizade de um eclesiástico com uma mulher casada.
Para alimentar mais ainda a imaginação do leitor ou telespectador o documentário joga com dados que apresenta sobre a amizade Wojtyla-Tymieniecka. Apesar de admitir abertamente que eles não leram todas as cartas (daí exclusivamente a publicação de só alguns parágrafos que se tornam chamativos fora do contexto), a BBC e o apresentador Ed Stourton fazem uso de expressões como “relação de um Papa com uma mulher atraente” ou de apresentar o convite que Anna Terese fez ao então Cardeal Karol Wojtyla para passar uns dias de descanso em sua casa nos Estados Unidos (publicando também algumas fotos daquele momento) e até mesmo destacando que, já como Papa, João Paulo II presenteou “uma das suas mais valiosas posses” a Tymieniecka: um escapulário.
A realidade é, no entanto, menos mórbida: a mulher atraente era casada, tinha três filhos, e João Paulo II relacionou-se não exclusivamente com Anna Terese, mas com toda a sua família. Quando em 1976 o filósofo Wojtyla visitou os Estados Unidos não foi por ócio, mas para participar de um congresso dos bispos católicos americanos. Aproveitando a viagem visitou também a família de Anna Terese e o fato de outra pessoa ter tirado a foto mostra que efetivamente eles não estavam sozinhos. Naturalmente algum valor tem o escapulário, mas, sem dúvida, não tem o valor de segundas intenções que querem dar a ele. A prática de presentes desse tipo não é algo raro nos eclesiásticos. Curiosamente, apesar de induzir a encontrar segundas intenções em tudo, a mesma reportagem da BBC diz explicitamente que “Não há nenhuma sugestão de que o Papa quebrou o seu voto de celibato”.
João Paulo II e Anne Terese começaram a se relacionar porque esta última se interessou pela obra de “Pessoa e Ação” de Wojtyla. De fato, juntos trabalharam na revisão da obra e na sua tradução ao Inglês.
O vice-diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Greg Burke, disse nesta segunda-feira, 15 de fevereiro, à imprensa: “No que se refere ao documentário da BBC não devemos admirar-nos de que João Paulo II tenha tido amizades estreitas com várias pessoas, tanto homens quanto mulheres. Ninguém pode surpreender-se com esta notícia”.
Por seu lado, a Biblioteca Nacional da Polónia, onde se encontra a correspondência completa entre Tymieniecka e Wojtyla (e que a BBC não teve acesso) emitiu um comunicado dizendo: “João Paulo II estava rodeado por um círculo de amigos eclesiásticos e leigos, com os quais tinha um contato próximo. Neste círculo estava também Anna Teresa Tymieniecka, mas a relação com ela não era nem confidencial e nem excepcional “.
Não é a primeira vez que lançam calúnias neste mesmo sentido contra João Paulo II. Algo análogo aconteceu em 2011 ao dar-se a conhecer o epistolário que o hoje santo teve com a doutora Wanda Poltawska (que mais tarde se tornou o livro “Diário de uma amizade”). Portanto, a tentativa da BBC nem sequer tem o selo de originalidade. Talvez devemos sim classificar o trabalho da emissora BBC britânica on-line de jornalismo big brother, cuja única finalidade é entreter, não informar, atiçando as chamas das fofocas.

Não! O papa Francisco não liberou o uso de anticoncepcionais.

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A mídia mundial deu grande destaque, ontem, a alguns “pedaços de declarações” do papa Francisco e, além de truncá-los, deu-lhes como de costume a sua interpretação ideologicamente direcionada: a de que a Igreja estaria “liberando o uso de contraceptivos”.
O papa não disse nada disso.
Vamos aos fatos. Uma jornalista da rede espanhola Cope fez esta pergunta ao papa Francisco:
Santo Padre, já faz algumas semanas que há muita preocupação em muitos países latino-americanos, mas também na Europa, com o vírus zika. O risco maior seria para as gestantes: há angústia. Algumas autoridades propuseram o aborto, ou evitar a gravidez. Neste caso, a Igreja pode levar em consideração o conceito de “mal menor”?
O papa Francisco respondeu com clareza: NÃO.
Ele afirmou:
O aborto não é um “mal menor”. É um crime. É descartar um para salvar o outro. É aquilo que a máfia faz! É um crime. É um mal absoluto. Quanto ao “mal menor”, evitar a gravidez é. Vamos falar em termos de conflito entre o quinto e o sexto mandamentos. Paulo VI, o grande, em uma situação difícil, na África, permitiu que as religiosas usassem anticoncepcionais por causa dos atos de violência. Não confundir o mal de evitar a gravidez, que é uma coisa, com o aborto. O aborto não é um problema teológico: é um problema humano. É um problema médico. É matar uma pessoa para salvar outra – e isso no “melhor” dos casos. Ou é por comodismo, não é? Vai contra o Juramento de Hipócrates, que os médicos devem fazer. É um mal em si mesmo. E não é um “mal religioso”: é um mal humano. Além disso, evidentemente, já que é um mal humano, como todos os assassinatos ele é condenado. Agora, evitar a gravidez não é um mal absoluto: e em certos casos, como neste, como naquele que eu mencionei do beato Paulo VI, era claro. Eu exortaria os médicos a fazerem tudo para encontrar as vacinas contra esses mosquitos que causam este mal: nisto sim se tem que trabalhar. Obrigado.
Então, para que não haja dúvidas, a Igreja continua afirmando que:
  1. Evitar a gravidez artificialmente é um mal moral. Por quê? Para entender este conceito (que é certamente difícil para uma cultura que foi induzida a se obcecar pelo prazer fugaz e inconsequente), é necessário ter uma visão de conjunto sobre a sexualidade humana – à qual, naturalmente, a gravidez é vinculada. Vamos lá: o ato sexual humano atinge a plenitude do seu significado como expressão física do amor de doação entre um homem e uma mulher que se amam verdadeiramente, que se entregam reciprocamente de alma e corpo, dentro de uma relação consciente, livre e madura, selada pelo compromisso pessoal do matrimônio indissolúvel, sacramentado por Deus. Fora do contexto conjugal, o ato sexual é incompleto e moralmente deficiente, pois vai contra a sua própria plenitude e perfeição. Dentro da sexualidade plena, que é indissociável do amor conjugal, a abertura à vida é um requisito naturalmente óbvio. Privar o ato sexual da sua dimensão geradora de vida dentro do amor conjugal é reduzi-lo moralmente, tornando-o deficiente. É por isso que todo ato artificial de evitar a gravidez é um “mal moral”: porque limita a plenitude da sexualidade como dimensão inseparável do amor conjugal irrestrito e aberto ao dom da vida.
  2. Já evitar a gravidez com métodos naturais – ou seja, não artificiais – é moralmente lícito.Entendida a visão harmônica e unitária da sexualidade em sua plenitude, pode-se também entender que é justo (e até moralmente obrigatório) que os cônjuges tomem todas as precauções lícitas e boas para garantir o máximo bem do filho – e isto implica, em casos específicos como o do atual surto do zika vírus, adiar os planos de gravidez. Logo, agir responsavelmente para evitar a gravidez é moralmente bom e recomendado, desde que os meios escolhidos sejam respeitosos da natureza do ato sexual: é o caso, por exemplo, do método Billings ou, evidentemente, da abstenção. Recorrer a meios artificiais, como visto acima, entra em conflito moral com a plenitude da sexualidade: é por isso que, moralmente, os meios artificiais para impedir a gravidez não são aceitáveis.
  3. Excepcionalmente, o recurso a métodos artificiais, desde que claramente não abortivos, pode ser tolerado como “mal menor”. Mas somente em casos muito pontuais, como diante de um risco grave e real como o do zika vírus, que, até o momento, é apontado como causa provável de microcefalia. É neste contexto de excepcionalidadeque se encaixam as palavras do papa Francisco – portanto, não se trata, em absoluto, de uma “liberação” da pílula, do preservativo ou de quaisquer outros métodos artificiais de impedimento da gestação, como parte da mídia deu a entender, levianamente.
  4. Evitar uma futura gravidez, em qualquer caso, é completamente diferente de “eliminar” uma gravidez já existente – porque “gravidez já existente” significa “bebê já existente”. O aborto voluntário é e continuará sendo sempre o assassinato de um ser humano em suas primeiras fases de desenvolvimento, o extermínio de uma pessoa humana indefesa, e isto jamais poderá ser entendido como “um mal menor” seja qual for o contexto. O aborto voluntário é sempre um “mal absoluto”. Quando a gravidez já é um fato, por mais que não tenha sido planejada e por mais que a gestante não deseje o filho, ela dispõe de uma gama suficiente de alternativas moralmente lícitas, que passam bem longe da opção de assassinar o bebê. Um esclarecimento adicional: é muito diferente a situação em que a gestante precisa passar por delicados e inevitáveis procedimentos médicos em que, como consequência não procurada nem provocada, o bebê em gestação acaba falecendo.
O polêmico caso das freiras
No caso das freiras a quem Paulo VI autorizou tomar contraceptivos, o contexto é extremo: na iminência de serem estupradas, elas receberam permissão pontifícia para tomar pílulas anticoncepcionais como meio de exceção. O risco era não apenas possível, mas real e iminente, e de consequências gravíssimas. Como o estupro foge à sexualidade unitiva e procriativa, é evidente que ninguém tem a obrigação de achar-se no risco iminente de sofrê-lo e não poder tomar precauções excepcionais, que – neste caso sim – são um “mal menor”. E a palavra “excepcional” aqui é chave: o recurso aos anticoncepcionais como medida de precaução não pode se tornar uma regra – por isso mesmo é que foi necessária a aprovação direta do próprio papa naquele contexto extremo. Importante: Paulo VI também deixou bem claro que, se alguma daquelas freiras fosse violentada e engravidasse, deveria deixar a vida religiosa, ter o filho e assumir a maternidade. Aborto? Absolutamente não: entre as muitas alternativas moralmente aceitáveis, jamais está o assassinato do bebê inocente.
Quanto ao resto, é manipulação ideológica das palavras do papa Francisco.
Aleteia

2ª Semana do nosso Retiro da Quaresma. Assista e divulgue!


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Qual o sentido da Quarta-feira de Cinzas?

A Quarta-feira de Cinzas foi instituída há muito tempo na Igreja; marca o início da Quaresma, tempo de penitência e oração mais intensa. Para os antigos judeus se sentar sobre as cinzas já significava arrependimento dos pecados e volta para Deus. As Cinzas bentas e colocadas sobre as nossas cabeças nos fazem lembrar que vamos morrer; que somos pó e que ao pó da terra voltaremos (cf. Gn 3, 19) para que nosso corpo seja refeito por Deus de maneira gloriosa para não mais perecer.
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Foto: Wesley Almeida/ cancaonova.com

Qual é o sentido?

A intenção deste sacramental é levar-nos ao arrependimento dos pecados, marcando o início da Quaresma; e fazer-nos lembrar que não podemos nos apegar a esta vida achando que a felicidade plena possa ser construída aqui. É uma ilusão perigosa. A morada definitiva é o céu.
A maioria das pessoas, mesmo os cristãos, passa a vida lutando para “construir o céu na terra”. É um grande engano. Jamais construíremos o céu na terra; jamais a felicidade será perfeita no vale em que o pecado transformou num vale de lágrimas. Devemos, sim, lutar para deixar a vida na terra cada vez melhor, mas sem a ilusão de que ficaremos sempre aqui.
Deus dispôs tudo de modo que nada fosse sem fim aqui nesta vida. Qual seria o desígnio do Senhor nisso? A cada dia de nossa vida temos de renovar uma série de procedimentos: dormir, tomar banho, alimentar-nos, etc… Tudo é precário, nada é duradouro, tudo deve ser repetido todos os dias. A própria manutenção da vida depende do bater interminável do cora­ção e do respirar contínuo dos pulmões. Todo o organismo repete, sem cessar, suas operações para a vida se manter. Tudo é transitório… nada eterno. Toda criança se tornará um dia adulta e, depois, idosa. Toda flor que se abre logo estará murcha; todo dia que nasce logo se esvai… e assim tudo passa, tudo é transi­tório.

Por que será? Qual a razão de nada ser duradouro?

Com­pra-se uma camisa nova e, logo, já está surrada; compra-se um carro novo e, logo, ele estará bastante rodado e vencido por novos modelos, e assim por diante.
A razão inexorável dessa precariedade das coisas também está nos planos de Deus. A marca da vida é a renovação. Tudo nasce, cresce, vive, amadurece e morre. A razão profunda dessa realidade tão transitória é a lição cotidiana que o Senhor nos quer dar de que esta vida é apenas uma passagem, um aperfeiçoamento, em busca de uma vida duradoura, eterna, perene.
Em cada flor que murcha e em cada homem que falece, sinto Deus nos dizer: “Não se prendam a esta vida transitória. Preparem-se para aquela que é eterna, quando tudo será duradouro, e nada precisará ser renovado dia a dia.”

E isso mostra-nos também que a vida está em nós, mas não é nossa. Quando vemos uma bela rosa murchar é como se ela estivesse nos dizendo que a beleza está nela, mas não lhe pertence.
Ainda assim, mesmo com essa lição permanente que Deus nos dá, muitos de nós somos levados a viver como aquele homem rico da parábola narrada por Jesus. Ele abarrotou seus celeiros de víveres e disse à sua alma: “Descansa, come, bebe e regala-te” (Lc 12,19b); ao que o Senhor lhe disse: “Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma” (Lc 12,20).
A efemeridade das coisas é a maneira mais prática e cons­tante encontrada por Deus para nos dizer, a cada momento, que aquilo que não passa, que não se esvai, que não morre, é aquilo de bom que fazemos para nós mesmos e, principalmente, para os outros. Os talentos multiplicados no dia a dia, a perfei­ção da alma buscada na longa caminhada de uma vida de me­ditação, de oração, de piedade, essas são as coisas que não passam, que o vento do tempo não leva e que, finalmente, nos abrirão as portas da vida eterna e definitiva, quando “Deus será tudo em todos” (cf. 1 Cor 15,28).
A transitoriedade de tudo o que está sob os nossos olhos deve nos convencer de que só viveremos bem esta vida se a vivermos para os outros e para Deus. São João Bosco dizia que “Deus nos fez para os outros”. Só o amor, a caridade, o oposto do egoísmo, pode nos levar a compreender a verdadeira di­mensão da vida e a necessidade da efemeridade terrena.
E se a vida fosse incorruptível?
Se a vida na terra fosse incorruptível, muitos de nós jamais pensarí­amos em Deus e no céu. Acontece que o Todo-poderoso tem para nós algo mais excelente, aquela vida que levou São Paulo a exclamar:
“Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Cor 2,9).
A corruptibilidade das coisas da vida deve nos convencer de que Deus quer para nós uma vida muito melhor do que esta – uma vida junto d’Ele. E, para tal, o Senhor não quer que nos acostumemos com esta [vida], mas que busquemos a outra com alegria, onde não have­rá mais sol porque o próprio Deus será a luz, nem haverá mais choro nem lágrimas.
Aqueles que não creem na eternidade jamais se confor­marão com a precariedade desta vida terrena, pois sempre so­nharão com a construção do céu nesta terra. Para os que creem a efemeridade tem sentido: a vida “não será tirada, mas transformada”; o “corpo corruptível se revestirá da incorrupti­bilidade” (cf 1Cor 15,54) em Jesus Cristo.
Categoria quaresma

A expectativa do céu

Santa Teresinha não se cansava de exclamar:
“Tenho sede do Céu, dessa mansão bem-aventurada, onde se amará Jesus sem restrições. Mas, para lá chegar é preciso sofrer e chorar; pois bem! Quero sofrer tudo o que aprouver a meu Bem Amado, quero deixar que Ele faça de sua bolinha o que Ele quiser”.
São Paulo lembrou aos filipenses: “Nós somos cidadãos do Céu!. É de lá que também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Ele transformará nosso corpo miserável, para que seja conforme o seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de submeter a si toda a criatura” (Fl 3, 20-21).
A esperança do Céu e da Sua glória fazia o Apóstolo dizer:
“Os olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Cor 2,9).
E essa esperança lhe dava as forças necessárias para vencer as tribulações: “Tenho para mim que os sofrimentos da vida presente não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada” (Rom 8,18).
Este é o sentido das Cinzas.

Felipe Aquino

Professor Felipe Aquino é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino